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About Varied / Hobbyist Member Sara MelyssaFemale/Brazil Recent Activity
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Olá indivíduos que falam português, apresento-vos minha arte escrita. Leia e encontre mais no blog Sara Melyssa. Grata!


Ouvira entre os ruídos angustiantes das folhas secas de um Outono passado, o vento costuma assoviar seus temores. A noite é fria, as mãos estão pálidas e a sensação de morte perdura. Os teus olhos não ousam piscar, tuas pálpebras não almejam fechar, adormecer é uma dádiva que ali não há. O retrato que pinta a parede cinza do corredor é uma fotografia invisível daquele rosto melancólica, está na memória, gravado como cicatriz na pele. Acostumou-se em visualizá-la todas as vezes que desliza lentamente pelo corredor no silêncio absurdo sob a noite azulada. Nega-se por arrepender-se do passado, nunca desejou ferir algum ser vivo existente na terra, mas ela o feriu; especificamente ele, aquele que jamais deveria ser ferido, o que faria agora? A vida é doce como o céu daqueles dias ensolarados, amargo como lágrima quando se torna crucial rever o filme da experiência. Cansada, sem forças, entrou num ônibus qualquer que a levaria para a ponte principal da cidade. Um toque certeiro acabaria com tudo. Há uma técnica para causar a própria morte, não basta somente jogar-se de uma ponte, é necessário calcular a queda, a temperatura da água ou o constante movimento da estrada dependendo da posição da ponte. Ao ponderar no trabalho em que teria, ainda dentro do ônibus, mudou seus planos. Pegou no bolso o retrato invisível e desceu no ponto do centro da cidade. As luzes brilhavam suas retinas, o céu reluzente pelas estrelas, um dia ela ouvira que as estrelas vistas do céu poderiam estar apagadas, pois seu brilho está há anos luz longe de nós e isso faria com que o apagar de uma estrela não chegasse ao mesmo instante em que ocorre. Ela não entendera muito bem, compreendera apenas que tudo o que se vê no céu pode ser um fantasma, uma ilusão traiçoeira. Há uma trilha de trem por ali, trens que não param; linhas desertas através de grandes florestas e matos, morrer ali era morrer em silêncio, de forma célere, com uma única pontada de dor. Não há como sobreviver a isso. Quando se viu a luz a caminho, lembrou-se das estrelas, hoje finalmente ela saberia o que é morrer e ainda ser dada como viva aos parentes e amigos que dormiam naquela noite ou que assistiam a um filme no cinema. Ninguém sabia, todos veriam o brilho da estrela que já se apagou, ela seria uma estrela e, melhor do que ser uma estrela, ela não mais se lembraria dele. Jogou-se na linha, a primeira coisa a se destruir fora o retrato invisível, depois os ossos das suas pernas e o seu pescoço também; aí já não havia mais brilho, não havia vida. O trem passara, seu som cessara, nem o sangue e nem os pedaços daquele corpo poderiam ser vistos na escuridão da noite azul. Somente, talvez, pela manhã.
Olá indivíduos que falam português, apresento-vos minha arte escrita. Leia e encontre mais no blog Sara Melyssa. Grata!


Ouvira entre os ruídos angustiantes das folhas secas de um Outono passado, o vento costuma assoviar seus temores. A noite é fria, as mãos estão pálidas e a sensação de morte perdura. Os teus olhos não ousam piscar, tuas pálpebras não almejam fechar, adormecer é uma dádiva que ali não há. O retrato que pinta a parede cinza do corredor é uma fotografia invisível daquele rosto melancólica, está na memória, gravado como cicatriz na pele. Acostumou-se em visualizá-la todas as vezes que desliza lentamente pelo corredor no silêncio absurdo sob a noite azulada. Nega-se por arrepender-se do passado, nunca desejou ferir algum ser vivo existente na terra, mas ela o feriu; especificamente ele, aquele que jamais deveria ser ferido, o que faria agora? A vida é doce como o céu daqueles dias ensolarados, amargo como lágrima quando se torna crucial rever o filme da experiência. Cansada, sem forças, entrou num ônibus qualquer que a levaria para a ponte principal da cidade. Um toque certeiro acabaria com tudo. Há uma técnica para causar a própria morte, não basta somente jogar-se de uma ponte, é necessário calcular a queda, a temperatura da água ou o constante movimento da estrada dependendo da posição da ponte. Ao ponderar no trabalho em que teria, ainda dentro do ônibus, mudou seus planos. Pegou no bolso o retrato invisível e desceu no ponto do centro da cidade. As luzes brilhavam suas retinas, o céu reluzente pelas estrelas, um dia ela ouvira que as estrelas vistas do céu poderiam estar apagadas, pois seu brilho está há anos luz longe de nós e isso faria com que o apagar de uma estrela não chegasse ao mesmo instante em que ocorre. Ela não entendera muito bem, compreendera apenas que tudo o que se vê no céu pode ser um fantasma, uma ilusão traiçoeira. Há uma trilha de trem por ali, trens que não param; linhas desertas através de grandes florestas e matos, morrer ali era morrer em silêncio, de forma célere, com uma única pontada de dor. Não há como sobreviver a isso. Quando se viu a luz a caminho, lembrou-se das estrelas, hoje finalmente ela saberia o que é morrer e ainda ser dada como viva aos parentes e amigos que dormiam naquela noite ou que assistiam a um filme no cinema. Ninguém sabia, todos veriam o brilho da estrela que já se apagou, ela seria uma estrela e, melhor do que ser uma estrela, ela não mais se lembraria dele. Jogou-se na linha, a primeira coisa a se destruir fora o retrato invisível, depois os ossos das suas pernas e o seu pescoço também; aí já não havia mais brilho, não havia vida. O trem passara, seu som cessara, nem o sangue e nem os pedaços daquele corpo poderiam ser vistos na escuridão da noite azul. Somente, talvez, pela manhã.
Olá indivíduos que falam português, apresento-vos minha arte escrita. Leia e encontre mais no blog Sara Melyssa. Grata!


Ouvira entre os ruídos angustiantes das folhas secas de um Outono passado, o vento costuma assoviar seus temores. A noite é fria, as mãos estão pálidas e a sensação de morte perdura. Os teus olhos não ousam piscar, tuas pálpebras não almejam fechar, adormecer é uma dádiva que ali não há. O retrato que pinta a parede cinza do corredor é uma fotografia invisível daquele rosto melancólica, está na memória, gravado como cicatriz na pele. Acostumou-se em visualizá-la todas as vezes que desliza lentamente pelo corredor no silêncio absurdo sob a noite azulada. Nega-se por arrepender-se do passado, nunca desejou ferir algum ser vivo existente na terra, mas ela o feriu; especificamente ele, aquele que jamais deveria ser ferido, o que faria agora? A vida é doce como o céu daqueles dias ensolarados, amargo como lágrima quando se torna crucial rever o filme da experiência. Cansada, sem forças, entrou num ônibus qualquer que a levaria para a ponte principal da cidade. Um toque certeiro acabaria com tudo. Há uma técnica para causar a própria morte, não basta somente jogar-se de uma ponte, é necessário calcular a queda, a temperatura da água ou o constante movimento da estrada dependendo da posição da ponte. Ao ponderar no trabalho em que teria, ainda dentro do ônibus, mudou seus planos. Pegou no bolso o retrato invisível e desceu no ponto do centro da cidade. As luzes brilhavam suas retinas, o céu reluzente pelas estrelas, um dia ela ouvira que as estrelas vistas do céu poderiam estar apagadas, pois seu brilho está há anos luz longe de nós e isso faria com que o apagar de uma estrela não chegasse ao mesmo instante em que ocorre. Ela não entendera muito bem, compreendera apenas que tudo o que se vê no céu pode ser um fantasma, uma ilusão traiçoeira. Há uma trilha de trem por ali, trens que não param; linhas desertas através de grandes florestas e matos, morrer ali era morrer em silêncio, de forma célere, com uma única pontada de dor. Não há como sobreviver a isso. Quando se viu a luz a caminho, lembrou-se das estrelas, hoje finalmente ela saberia o que é morrer e ainda ser dada como viva aos parentes e amigos que dormiam naquela noite ou que assistiam a um filme no cinema. Ninguém sabia, todos veriam o brilho da estrela que já se apagou, ela seria uma estrela e, melhor do que ser uma estrela, ela não mais se lembraria dele. Jogou-se na linha, a primeira coisa a se destruir fora o retrato invisível, depois os ossos das suas pernas e o seu pescoço também; aí já não havia mais brilho, não havia vida. O trem passara, seu som cessara, nem o sangue e nem os pedaços daquele corpo poderiam ser vistos na escuridão da noite azul. Somente, talvez, pela manhã.

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sara--melyssa
Sara Melyssa
Artist | Hobbyist | Varied
Brazil
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:iconmystikrhythmz:
mystikrhythmz Featured By Owner Aug 28, 2014  Hobbyist Photographer
Here's a kiss for you, my love!
Music
Happy, happy birthday,  Woohooooo!
From all of us to you!!!!  Nuu
We wish it was our birthday, Dance!
So we could party, too!!! Boogie!
:iconballoonsplz::iconwineplz:Have your cake and eat it too
Reply
:iconcoldwave-enigma:
Coldwave-Enigma Featured By Owner Aug 4, 2014   Photographer
Obrigado Sara *
Reply
:iconsara--melyssa:
sara--melyssa Featured By Owner Aug 22, 2014  Hobbyist General Artist
;)
Reply
:iconcoldwave-enigma:
Coldwave-Enigma Featured By Owner Dec 16, 2013   Photographer
:blackrose:
Reply
:iconsara--melyssa:
sara--melyssa Featured By Owner Dec 16, 2013  Hobbyist General Artist
Heart 
Reply
:iconmystikrhythmz:
mystikrhythmz Featured By Owner Jun 15, 2013  Hobbyist Photographer
thank you, luv, for adding my work!! :woohoo:
Reply
:iconsara--melyssa:
sara--melyssa Featured By Owner Sep 8, 2013  Hobbyist General Artist
You're welcome. :D
Reply
:iconcoldwave-enigma:
Coldwave-Enigma Featured By Owner Jan 27, 2012   Photographer
Obrigado :)
Reply
:iconsara--melyssa:
sara--melyssa Featured By Owner Jan 29, 2012  Hobbyist General Artist
De nada :)
Reply
:iconjsantiagogutierrez:
jsantiagogutierrez Featured By Owner Nov 26, 2011   Digital Artist
I love your self- pictures. You look so sexy. Regards! :D
Reply
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